A Grécia, a crise e a idolatria

A Grécia está estrategicamente localizada no cruzamento entre a Europa, a Ásia, o Oriente Médio e a África. O país é composto por nove regiões geográficas: Macedónia, Grécia Central, Peloponeso, Tessália, Épiro, Ilhas Egeias, Trácia, Creta e Ilhas Jónicas. O Mar Egeu fica a leste do continente, o Mar Jónico a oeste e o Mar Mediterrâneo ao sul. A Grécia tem a 11ª maior costa do mundo, com 13676 quilómetros de comprimento, com um grande número de ilhas (cerca de 1400, das quais 227 são habitadas). Oitenta por cento do país é composto por montanhas, das quais o Monte Olimpo é a mais elevada, a 2917 metros de altitude.
A Grécia moderna tem suas raízes na civilização da Grécia Antiga, considerada o berço de toda a civilização ocidental. Como tal, é o local de origem da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura ocidental, da historiografia, da ciência política, de grandes princípios científicos e matemáticos, das artes cénicas ocidentais, incluindo a tragédia e a comédia. As conquistas culturais e tecnológicas gregas influenciaram grandemente o mundo, sendo que muitos aspectos da civilização grega foram transmitidos para o Oriente através de campanhas de Alexandre, o Grande, e para o Ocidente, através do Império Romano. Este rico legado é parcialmente refletido nos 17 locais considerados pela UNESCO como Património Mundial no território grego, o sétimo maior número da Europa e o 13º do mundo. O Estado grego moderno, que engloba a maior parte do núcleo histórico da civilização grega antiga, foi criado em 1830, após a Guerra da Independência Grega contra o antigo Império Otomano.

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Atualmente, a Grécia é um país democrático e desenvolvido com uma economia avançada e de alta renda, um alto padrão de vida e um índice de desenvolvimento humano (IDH) considerado muito alto pelas Nações Unidas. A Grécia é um membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), é membro do que é hoje a União Europeia desde 1981 (e da Zona Euro desde 2001), além de ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 1952. A economia grega é também a maior dos Balcãs, onde a Grécia é um importante investidor regional.
É, sem duvida alguma, um país impressionante sob muitos aspetos.
Apesar disso, a situação económico-financeira e política da Grécia é actualmente notícia de abertura dos jornais nacionais. A eventual saída da Grécia da zona euro e o regresso da dracma, é encarada como uma forte possibilidade. À beira de um terceiro resgate por parte da Troika e de enorme convulsão social, amenizada apenas pela eleição recente a 25 de Janeiro de Alexis Tsipras pelo Syriza, o futuro desta nação não se avizinha nada fácil.

A bíblia contém mais de 110 referências (https://abeprod.com.br/abe/avd/pdf/idolatria_lista.pdf) onde Deus reprova de forma veemente a prática da idolatria e o culto às imagens de escultura. Um dos maiores legados mundiais de idolatria surge precisamente, do enorme panteão religioso grego, com seus deuses e o famoso Monte Olimpo.

Quando o salmista, inspirado por Deus escreve: “Próspera e abençoada é a nação cujo deus é o Senhor” (Salmo 33:12), quais serão as consequências sobre uma nação cuja cultura e os valores estão em franca oposição ao que Deus ordena? Não estará a Grécia a colher o resultado de séculos de prostituição espiritual com que tem embriagado as demais nações da terra?

No livro do profeta Daniel é-nos relatado um episódio que ajuda a entender a dimensão espiritual da vida. No capítulo 10 do livro de Daniel, o anjo que fala com ele diz-lhe que esteve lutando com o príncipe da Pérsia (um príncipe do império das trevas, entenda-se um demónio) e que mais tarde irá lutar com o príncipe da Grécia. Nesta ocasião era o império Persa que dominava o panorama global do mundo mesopotâmico.

Escrito por volta do ano 500 a.C., “Pois curvei Judá por meu arco, pus-lhe Efraim por seta; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia; e te farei a ti, ó Sião, como a espada de um valente.” (Zacarias 9:13), esta passagem é muito mais que uma referência a uma qualquer batalha militar. Retrata o conflito espiritual entre o povo de Deus e a cultura, a influência grega que dá forma à sociedade pós-moderna. A centralidade do homem é uma herança que surge no coração grego, atravessando séculos e gerações, deixando Deus à margem da sociedade dos nossos dias. Quando falo do “Deus deixado à margem”, refiro-me ao Deus revelado nas escrituras bíblicas, que nos aponta um caminho, que nos revela a Sua vontade e que ensina uma “liturgia” chamada de vida de adoração, e não ao deus desenhado pelos conceitos humanos e interpretações que emanam de um coração centrado em si mesmo.

A Grécia poderá estar a cambalear como resultado do “vinho espiritual” com que tem embriagado as nações da terra. Deus não se deixa escarnecer e aquilo que o homem semear isso também ceifará. O que uma nação plantar ela irá colher, mais cedo ou mais tarde.

É muito fácil atribuir as culpas a Deus. “Se Deus é bom como é que Ele não intervêm? Onde ficam os inocentes no meio de tudo isso, aqueles que não tem opção e limitam-se a viver com as decisões dos políticos, dos poderosos?”

Meus amigos, Deus concedeu ao ser humano a opção de escolher – o livre arbítrio. Cada um de nós poderá, a qualquer momento invocá-lo, chamar Deus para o centro da sua vida.

A proposta de Deus é:
“…porque eu vivo, e vós vivereis” João 14:19b
“E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz o Senhor.” Ezequiel 37:14
“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Mateus 11:28.

Uma das grandes virtudes da história é as lições que ela nos ensina. Nações que se arrependeram da sua idolatria, da sua maldade puderam ver a poderosa mão de Deus abençoando o seu povo e prosperando a nação. Ainda que alguns se recusem a aceitar e não queiram crer, Ele é o Deus que tira a vida e a dá (1 Sm.2:6). Ele é Deus justo, verdadeiro, fiel e soberano. Ninguém pode escapar das Suas mãos.

Deus abençoe a todos.