Por favor, orem por mim!

É algo frequente, aparecer na caixa de mensagens do meu Facebook, pessoas pedindo oração. Eu conheço muitas pessoas que pedem oração sobre cada evento de sua vida. Sei de outras pessoas que sempre compartilham alguns novos pedidos de oração cada vez que se encontram com seus irmãos em Cristo.

“Meu irmão está à procura de um emprego. Por favor, orem por ele.” Ou,

“Nosso cão está doente há alguns dias, por favor, orem por ele.” Ou,

“Parece-me que vou ficar engripado, por favor, orem por mim.”

A esta altura, talvez já esteja antecipando a minha brincadeira e revolta contra isso. Vamos lá devagar e reflectir um pouco.

 

O Bom

Eu não sou um desses tipos de pessoas. Peço oração publicamente meia dúzia de vezes por ano. Isto pode ser 80% de orgulho. Eu não quero parecer fraco. Pedindo oração transmito a necessidade de ajuda. “Eu não preciso de ajuda”, penso eu. Mas isso também é porque eu sou um pastor. Eu sinto a responsabilidade de ser um pastor forte para suportar o rebanho. Sim, eu percebo que isto nem sempre é uma mentalidade muito útil.

A Escritura diz-nos para apresentarmos nossos pedidos ao Senhor, e esta mesma Escritura é amplamente falada a comunidades de pessoas, ou seja, devemos apresentar nossos pedidos ao Senhor no contexto de comunhão com os outros. Quer isto seja no Facebook, ou num pequeno grupo, ou ainda no cartão de pedidos d oração da sua igreja, devemos ser pessoas que estão abertas o suficiente entre si para apresentarmos nossas petições e louvores ao Senhor, juntos, renunciando o isolamento.

Faríamos bem em aprender com os irmãos e irmãs que prontamente pedem oração a outras pessoas.

 

O Mau

Devo mencionar também que às vezes é piedoso para manter os nossos pedidos de oração para nós mesmos, especialmente em ambientes excessivamente públicos, tais como sites de redes sociais online. A prudência é irmã da sabedoria.

O que eu noto é que essas mesmas pessoas que estão procurando apoio em oração para uma miríade de questões, tendem a não praticar a oração para os outros com o mesmo zelo. É este quadro de oração “insular” que exemplifica a vida de oração de muitos cristãos. “Deus, eu sou grato por isso. Deus, eu preciso da tua ajuda com isto. Deus, eu preciso de um milagre aqui. Amém.” É tudo centrado no “EU”.

Para nos ajudar neste assunto, percebamos a mentalidade do apóstolo Paulo quando escreve aos Filipenses 2:3: “Não façam nada por ambição pessoal ou por orgulho, mas com humildade, considerem os outros superiores a vós próprios.”

Se a oração é primariamente sobre nós mesmos, certificando-nos que somos os únicos a ser apoiados pelos outros, então transformamos a oração num ato egocêntrico.

 

A Conclusão

É claro que podemos chegar à conclusão de que é apenas mais fácil nunca apresentar pedidos de oração com outras pessoas presentes – evitar o drama, esse tipo de coisas. Mas isso seria perder a importância, o benefício de carregarmos os fardos uns dos outros (Gálatas 6:2).

Eu não tenho certeza de qual deverá ser a conclusão exata para tudo isto, mas eu espero que o seu desejo em oração seja primeiro para estabelecer intimidade com Deus e depois cuidar dos outros. Por favor, peça aos outros para orarem por si, mas primeiro tome a iniciativa de pedir-lhes como pode orar por eles e apoiá-los.